segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Novidade

Criei um novo blogue, tá lindão:

PetitesFolies


^^

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Les Printemps

Gélida, mas é ela. Nascente, radiante, colorida. Os braços vão se desnudando, as silhuetas afinando. Temperatura tépida. Vontade de florescer junto às pétalas, de dançar ao ritmo dos pássaros. De aproveitar, quando alteia, a lua cheia. Porém, ao carregar esse leque de inverno, dias sombrios, de chuva e frio, parece que leva todo amor que aqui jazia. Os olhos curiosos já não percebem a correspondência de outrora. A alegria e o cansaço vão-se embora. Queria todos aqui comigo. Proferindo as mais absurdas idiotices, rumando a programas de índio. Meus queridos amigos. Onde estão? A primavera é bela, a intenção é terna, mas não há viva alma sem um cais; já não sinto seus sinais. Não seriam as amizades eternas?



Vitrola: Esquadros
video

domingo, 11 de outubro de 2009

You are so cool

Melhor
se me disse palavras bonitinhas
se me cantasse umas modinhas
se se lembrasse dos meus olhos
se desejasse mais meus beijos
se me desse mais ensejo
se pudesse me dar carinho
se acolhesse meu achego
se compartilhássemos o mesmo espaço
além da mesma melodia
reproduzindo a lascívia sugestiva
melhor se encorajasse outros olhos
Melhor... por que seria?
melhor é perder tempo com quem gosta
do que a gente gosta.



Vitrola: Céu.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Ausência de post

Não tenho um novo post.
Mas o que tava no topo não condiz mais com meu estado de espírito. não exatamente.
Nem sei qual é ele no momento, na verdade.
Só sinto o mesmo e constante eterno acanhamento em altas taxas de sempre.
Espero atualizar logo.
Se alguém ler isso aqui, ouça Três na Massa!

domingo, 20 de setembro de 2009

Ensemble

Vem comigo!
Ou eu que vou contigo?
Atrai-me pro que eu quero ver.
Quero sentir o melhor ao lado.
Surpreende-me gostando de tudo o que eu gosto.
Ou lembrando coisas que eu nem sei que gosto.
Tudo que for milimetricamente desplanejado, despojado, despopularizado.
Tudo que seja despretensiosamente reflexivo e poético.
Tudo que reflita um tanto de mim.
Querer e ser querido, que lado pende? O ego, se encontrar.
É egoísta ou somos uma estrutura incompleta?
Existência capenga. Não!
Vem comigo que eu vou contigo.


Vitrola: Nei Lisboa.
(que tava lindão na redença ontem, pena que ficou frio e só me restou ir embora)

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Toc-toc

- Posso entrar na sua vida?


















"Ah, se eu aguento ouvir outro não, quem sabe um talvez,
ou um sim, eu mereço enfim".
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"Caso acolha meu achego
Que antes diga derradeiro adeus
Sobre encosta no meu peito vago
A delicada embriaguez do corpo teu"

sábado, 5 de setembro de 2009

De repente 20

As transições são sempre difíceis, mas a da adolescência para a juventude responsável – leia-se fase adulta – é um grande desafio. Bem como na adolescência, as mudanças vão se jogando na nossa frente e a gente tem que seguir caminhando. Só que durante aquela fase, nós não temos muita consciência do mundo, até porque isso é dispensável. Nossos pais ainda pensam por nós, sabem o que é melhor, e nosso futuro próximo está decidido.

Tudo fica muito mais complexo quando passamos a controlar nossas vidas. É essa a transição. Não sabemos bem como planejá-la e enfrentar as novas situações; nossos pais já não são as pessoas que sabem tudo. Em muitos temas, temos mais conhecimento do que eles, e temos argumentos contundentes para discordar dos outros. A religião é profanada, a sordidez da realidade se impõe: a competição nos acompanha, as pessoas vem e vão e não há tempo para se fazer tudo o que planejamos.

Planejar é o temos que aprender a fazer. Desde o futuro até o próximo fim de semana. Saber conjugar as nossas vontades e horários com a vontade dos nossos amigos e seus horários. E isso tudo, sem possuir qualquer tipo de propriedade relevante: nossa renda ainda é o subsídio dos nossos pais. Portanto temos que planejar limitadamente.

E aos poucos, tomando decisões erradas, a gente vai descobrindo que o mundo é inerentemente hostil; que as hostilidades gratuitas are the new trend, não a política da boa vizinhança. Que quando achamos que sabemos desempenhar uma função brilhantemente, a gente vai ter que pedir ajuda. Que as amizades, infelizmente, não são eternas em intensidade. E que, se a gente ama, não necessariamente será correspondido. E que teremos que aprender a lidar com as injustiças.

Ah, a realidade! ela cai sobre nós intempestiva quando chegamos aos 20. Quem eu quero ser, onde quero estar, com quem. Onde estará a minha realização? Como chegar lá? E depende de nossas próprias escolhas e de nossa coragem. Só que não é fácil interpretar os acontecimentos, entender a racionalidade das escolhas alheias, para agirmos em contrapartida. Chegamos a pensar que nossas percepções são totalmente erradas, e aí caímos no zero de não compreendermos algo sequer e dá um desespero.

E temos que conviver com fatos para os quais não temos explicação e, portanto, não podemos traçar um plano de ação para enfrentá-los. E temos que viver, mesmo assim, fingindo que está ‘tudo bem’. É, não expressar as emoções para determinadas pessoas é um must do que aprendemos, mas que é difícil de assimilar.

Ah, sim, o jogo dos sentimentos – que pode ser dos casais ou mesmo dos amigos – é o mais difícil que existe. Porque a lógica é que, quanto menos tu demonstras que ama, mais a pessoa dar-te-á importância. É um jogo de gato e rato: quanto mais tu foges, mais pontos tu ganhas, porque a pessoa virá atrás de ti. Só que, se tu não dás um feedback, corre o risco de perder a pessoa. É aquele lance de as pessoas só darem valor com a ausência ou se se sentem rejeitadas anexado com o fato de que se tu não se impor, tu podes ser substituída.

E descobrimos que, assim como na economia, os fatores externos são obviamente exógenos e não podemos controlá-los. Assim, o cenário estará em constante mutação e teremos que nos adaptar imediatamente. Seguir uma rotina vitoriosa não trará necessariamente a vitória. Temos de ter jogo de cintura pra lidarmos com as injustiças, as misperceptions, as traições e a má sorte.

E a gente segue vivendo, sofrendo por não sabermos lidar com certas situações e pelas coisas que dão erradas, buscando maneiras para nos legitimar perante nossos mestres, amigos, inimigas, paixões e todo o mundo. Nessa busca desenfreada, descobrimos que estar feia ou bonita não importa, que ser simpática e boazinha não te farás reconhecida, que horas de dedicação pode ser desperdício e que ainda estamos muito longe de compreender algo. O que nos resta é continuar vivendo, reafirmando convicções, mudando de planos, trocando de roupa, buscando encontrar em lugares, músicas e gentes um pouco de nós – um pouco das mesmas dúvidas, que é o que nós somos nessa fase transitória louca.



Vitrola: Should I stay or should I go.