quinta-feira, 23 de julho de 2009

Depois da Bonança

Quando criança
Mamãe sempre dizia
- Não fale com estranhos!
Que perigo tamanho
- Não aceites nada, doces ou balas
Com terror, assustava

Agora, moça crescida,
O alerta é outro
Não vás sair por aí, assim, se apaixonando
Que mágico encanto
Do sonho te mostra o contorno
E a seu redor orbitarás em torno

Elevarás os pés do chão
Nem sentirás desprender-te a alma
Sua mente perderá a razão
E os pensamentos aprisionados ficarão
Explosões de adrenalina retiram-lhe a calma
Impaciente, desprende inquietude em sua aura

Meu bem, sentes o mel, que azedo?
Em vão toda a beleza que exorta
A esperança aos poucos se entorta
Avulta a ilusão, toma sua forma
Perdida e enfeitiçada, tremes de medo
Que caminho funesto!

Não queira enfeitiçar-se por olhos belos
Fenecerá de espera sem sentido
Te apegarás e não encontrarás abrigo
Boba de sofrer por algo que não te toca
Por alguém que nem te dá tanta bola
Mereces mesmo o castigo




Vitrola: Transfiguração.

Um comentário:

Bruna. disse...

Tranfiguração
(Cordel do Fogo Encantado)

A paixão é um mar
Parabólica
Dilatada
Estrada que dói
Encanto de flor
Labirinto
Espera de redes
Parece toda raiz
Só raiz
Quando não canta o trovão
Transfiguração

Com a sua pele sagrada
A sua boca sagrada
E a sua vida no chão

Volta que esse mundo só precisa de você
Volta outro homem nunca assim vai te chamar
Não fique ai enterrada
Não fique ai enterrada
Vem pra rua