quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Da Gravidade Terráquea

Os humanos têm uma mania crônica de desdenhar do planeta Terra e de suas próprias capacidades como seres inteligentes em relação ao meio extraterrestre. Refiro-me à freqüente imaginação de que os ETs são seres muito mais desenvolvidos, com formas de comunicação superavançadas – como a telepatia –, com meios de transporte que transpõem a velocidade da luz, quiçá que eles já tenham desenvolvido o teletransporte e a máquina do tempo. Tudo bem, concordo que, se eles chegassem à Terra, ficaria surpreendida com suas tecnologias, já que não conseguimos visitá-los ainda; mesmo assim, lancei um olhar peculiar sobre uma capacidade natural do nosso planeta água que pode ser uma entre muitas das vantagens sobre os ETs e seus respectivos planetas.

A aceleração da gravidade na Terra é algo extremamente punk, digo, 10 m/s² é algo muito rápido para uma aceleração contínua que empurra tudo para baixo. Imagina se no planeta dos ETs intrusos a gravidade é algo como a da Lua. Eles se dariam muito mal na Terra: provavelmente suas aeronaves não lançariam vôo por aqui, assim como talvez muitos se jogassem de um prédio achando que iriam chegar vivos ao solo – por que um ET faria isso eu não sei, mas ET é ET, vai saber... –, receio que a locomoção a pé seria dificultada também, ele se sentiriam extremamente gordos e fracotes por aqui, já que em seus hábitats eles empregam uma força muito menor para fazer essas coisas. Em suma, devemos nos orgulhar do nosso planeta que nos deixa mais rápidos, leves e fortes em relação aos ETs (quando ambos estão aqui).

Claro que, se fôssemos nós que invadíssemos outro mundo, enfrentaríamos dificuldade semelhantes. A minha reflexão não é sobre o que há de melhor aqui do que acolá, mas sobre como o fator local influi em casos de guerras interplanetárias (!?). Se a Terra for invadida, devemos lembrar que não há forma de vida mais sábia que a nossa para tirar proveito do campo de batalha. Neste caso, a variável “dono da casa” influi muito, não havendo motivo para tanto receio.

Penso que esse sentimento de inferioridade inerente ao pensamento humano tem a ver com a sensação de fracasso perante as próprias dúvidas e vontades ainda não respondidas e realizadas. Assim como pintar os ETs como malvadões que querem roubar nossos recursos naturais é um auto-retrato da própria índole do homo sapiens, ou seja, muito do que imaginamos tem fundamento nenhum e diz muito mais a respeito de nós mesmos do que do mundo lá fora.

Bom, expus minha reflexão e termino com a cena que me veio à mente ao final do pensamento, que é algo como uma manchete de jornal ou imagem televisiva: em meio a ruínas e defuntos, os yankees gritam “viva o team america!”, e o brasucas bradam timidamente: “apoiado! ... mas nós ajudamos um pouquinho”, mas isso já é outro papo.



Vitrola: 2001

2 comentários:

Leonardo Querol disse...

Bruninhaaaaa
olha só. Apesar de retratarmos os ETs como superiores, sempre ganhamos!!!
Acho que isso é a veeeelha mania humana de aumentar as glórias .!!
Mas tá super legal o blógue.
Bjones

Gabi Paixao disse...

sera q com o retorno das aulas vc ainda vai ter tempo para imaginar guerras interplanetarias?!
hsuahsuahus
tomara q sim
pq eu me divirto lendo o q eu certamente nao encontraria ligando a tv. xP

saudadesss oO

BjO;*